segunda-feira, dezembro 04, 2006

Banksy - A Lenda Urbana

Banksy é um dos mais conhecidos artistas de rua do mundo. Nascido em Bristol, Reino Unido em 1975, os seus Stencils são facilmente encontrados nas ruas de Londres.
Poucos conhecem a sua verdadeira aparência – por vezes aparece de chapéu, nariz e barba falsos -, mas muitos já reconhecem a sua obra. Bansky é uma lenda urbana.

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(...) Banksy escolheu desta vez o Muro da Vergonha construído pelos israelitas e que serve para se apropriarem dos territórios palestinianos com mais valor, conquistado e ocupado pelo exército do Estado de Israel desde 1967. Banksy desenhou algumas obras mordazes e imaginativas nas paredes do muro, já insistentemente considerado ilegal por várias instâncias internacionais. Banksy interroga-se mesmo se será ilegal fazer grafittis e desenhos num muro declarado ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça. O artista esclarece que as suas acções servem para denunciar a todo o mundo que o Estado Judeu converteu a Palestina na «maior prisão ao ar livre de todo o mundo».

in www.pimentanegra.blogspot.com

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in DN online

"Disfarçado de " reformado inglês", com uma barba postiça, gabardina e chapéu, Banksy entrou em quatro dos mais conceituados museus de Nova Iorque e, com a maior das calmas, colou nas paredes as suas obras. Se a ousadia bem-humorada do graffiter britânico foi logo detectada no Metropolitan - onde deixou o pequeno retrato a óleo de uma mulher com a face coberta por uma máscara de gás -, já no MoMA terão demorado quatro ou cinco dias a descobrir a lata de sopa de tomate Tesco, pintada ao estilo de Warhol.Com a ajuda de cúmplices que fotografaram estas "visitas culturais" e ajudaram a distrair o pessoal dos museus, Banksy - autor da capa do álbum Think Tank, dos Blur, que não se considera artista mas um "vândalo de qualidade" e prefere manter o anonimato - presenteou no passado dia 13 o Museu Americano de História Natural com um escaravelho equipado com mísseis e antenas, colocado, numa caixa de vidro, na "Parede da Biodiversidade". E legou ao Museu de Brooklyn o retrato a óleo de um oficial com uma lata de spray na mão e mensagens pacifistas."Tenho deambulado por muitas galerias de arte a pensar 'eu podia ter feito isto', por isso pareceu-me bem tentar. Estas galerias são apenas gabinetes de troféus para um punhado de milionários. O público nunca tem uma palavra a dizer sobre a arte que vê. E às vezes é bom lixar o processo de selecção", diz Banksy no site www.woostercollective.com, onde se podem ver os "filmes" desta acção (que o graffiter apresenta como "exposições" em www.banksy.co.uk). Os responsáveis pelos museus garantiram ao The New York Times que estes "incidentes" não fizeram aumentar as suas preocupações com a segurança. Seja como for, o resultado teve grande destaque em jornais como o The Guardian ou o El Mundo. E Banksy, que já deixou obras na Tate Britain, no Museu de História Natural de Londres e no Louvre - segundo afirma, porque um dia a irmã lhe disse que a sua arte jamais chegaria ao museu parisiense - , acrescentou mais créditos a um longo currículo subversivo. Além dos seus famosos stencils de rua (um deles com dois polícias a beijarem-se), o graffiter de Bristol deixou um dia, na jaula do elefante do zoo de Londres, a seguinte inscrição "Quero sair. Este sítio é demasiado frio. O tratador cheira mal. Chato. Chato. Chato"."


Não se sabe a identidade de Banksy. Ele não costuma dar entrevistas e fez da contravenção uma constante do seu trabalho, sempre provocativo.
Recentemente, colocou num parque de diversões da Disney uma estátua-réplica de um prisioneiro de Guantánamo.